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 Theon I

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Douglas
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MensagemAssunto: Theon I   29/12/11, 10:53 am

Pronto. Agora só falta a revisão.
- - -

A voz do rei estava sufocada de raiva. “Você é um pirata pior que Salladhor Saan.”
Theon Greyjoy abriu seus olhos. Seus ombros estavam em chamas e ele não podia mover suas mãos. Por meio pulsar de coração ele temeu estar de volta em sua cela fria sob o Dreadfort. Isso, ou inconsciente por causa da dor. Quando ele tentou se mover, balançou de uma lado a outro, suas costas raspando contra pedra. Ele estava suspenso em uma parede dentro de uma torre, seus pulsos aorrentados a um par de argolas de ferro enferrujadas;
O ar fedia a turfa queimada. O chão era terra batida. Degraus de madeira espiralavam paredes acima até o teto. Ele não viu janelas. A torre estava úmida, escura, e desconfortável, suas únicas mobílias a cadeira de alto-costado e uma mesa marcada sob três pés. Nenhum banheiro estava em evidência, embora Theon viu um urinol em uma alcova sombreada. A única luz vinha das velas sobre a mesa. Seus pés balançavam seis pés acima do chão.
“Débitos dos meus irmão,” o rei estava resmungando. “De Joffrey também, embora aquela aberração bastarda não era parente meu.” Theon virou-se em suas corrente. Ele conhecia aquela voz. Stannis.
Theon Greyjoy gargalhou. Uma dor intensa emergiu em seus braços, dos ombros até seus pulsos. Tudo que ele havia feito, tudo que havia sofrido, Moat Cailin e Barrowton e Winterfell, Abel e suas lavadeiras, Crowfood e seus Umbers, a viagem através das neves/nevascas, tudo isso havia servido para trocar um tormento pelo outro.
“Sua Graça,” uma segunda voz disse suavemente. “Perdão, mas sua tinta congelou.” O Braavosi, Theon sabia. Qual era seu nome? Tycho... Tycho alguma coisa... “Talvez um pouco de calor... ?”
“Eu sei um jeito mais rápido.” Stannis desembanhou sua adaga. Por um momento Theon pensou que ele pretendia esfaquear o banqueiro. Você nunca vai conseguir uma gota de sangue desse aí, meu senhor, ele podia ter dito a ele. O rei pôs a lâmina da faca contra a [digital] de seu dedão esquerdo, e cortou. “Pronto, Eu vou assinar com meu próprio sangue. Isso deve fazer seus mestres felizes.”
“Se isso agrada Sua Graça, agradará o Banco de Ferro.”
Stannis mergulhou a pena no sangue correndo de seu dedão e escreveu seu nome através do pedaço de pergaminho. “Você vai partir hoje. Lord Bolton pode estar sobre nós logo. Eu não terei você envolvido na luta.”
“Isso seria minha preferência também.” O Braavosi colocou o rolo de pergaminho dentro de um tubo de madeira. “Eu espero ter a honra de chamá-lo Sua Graça novamente quando você estiver sentado em seu Trono de Ferro.”
“Você espera ter o seu ouro, você quer dizer. Salve suas lisonjas. É de moeda que eu preciso de Braavos, não cortesia simulada. Diga ao guarda do lado de fora que eu preciso de Justin Massey.”
“Seria o meu prazer. O Banco de Ferro está sempre contente em ser de serviço.” O banqueiro saudou-o.
Conforme ele saia, outro entrava; um cavaleiro. Os cavaleiros do rei haviam vindo e ido a noite inteira, Theon lembrava vagamente. Este parecia ser aparentado do rei. Magro, de cabelos pretos, olhos árduos, sua face marcada por vestígios de acne e velhas cicatrizes, ele vestia um batido sobretudo bordado com três traças. “Majestade,” ele anunciou, “o maester está aqui fora. E Lord Arnolf envia palavra que ele estaria muito contente em quebrar o jejum com o senhor.”
“O filho também?”
“E os netos. Lord Wull busca audiência também. Ele quer−”
“Eu sei o que ele quer;” “O rei indicou Theon. “Ele. Wull o quer morto. Flint, Norrey... todos eles irão querer ele morto. Pelos garotos que ele assassinou. Vingança pelo precioso Ned deles.”
“Você irá favorecê-los?”
“Neste momento, o vira-casaca é de mais uso para mim vivo. Ele possui conhecimento que pode nos ser útil. Traga este maester.” O rei pegou um pergaminho de sobre a mesa e focou seus olhos sobre ele. Uma carta, Theon sabia. Seu selo quebrado era de cera preta, duro e brilhante. Eu sei o que ela diz, ele pensou, sorrindo tolamente.
Stannis olhou-o. “O vira-casaca acorda.”
“Theon. Meu nome é Theon.” Ele tinha que lembrar de seu nome.
“Eu sei o seu nome. Eu sei o que você fez.”
“Eu a salvei.” A muralha externa de Winterfell tinha oitenta pés de altura, mas abaixo do lugar de onde ele saltou as nevascas haviam empilhado até uma altura de quarenta. Um frio travesseiro branco. A garota havia sofrido o pior. Jeyne, seu nome é Jeyne, mas ela nunca irá dizer a eles. Theon havia caído sobre ela, e quebrado alguma de suas costelas. “Eu salvei a garota,” ele disse. “Nós voamos.”
Stannis bufou. Você caiu. Umber a salvou. Se Mors Crowfood e seus homens não estivessem fora do castelo, Bolton teria ambos de volta em momentos.”
Crowfood. Theon lembrou-se. Um homem velho, enorme e poderoso, com uma face avermelhada e uma barba branca desalinhada. Ele havia estado sentado em um garron [pequeno pônei encorpado usado em regiões montanhosas], vestido em pele de um gigantesco urso da neve, a cabeça seu capuz. Sob isso ele usava um tapa-olho de couro branco manchado que lembrava Theon de seu tio Euron. Ele havia querido arrancar fora da cara de Umber, para ter certeza que por baixo existia somente uma cavidade vazia, não um olho negro brilhando com malícia. Ao invés, ele choramingou através de seus dentes quebrados, “Eu sou−”
“ − um vira-casaca e um assassino de rei,” Crowfood havia terminado. “Você vai segurar essa língua mentirosa, ou perdê-la.”
Mas Umber havia olhado com atenção a garota, encarando-a com seu úncio olho bom. “Você é a filha mais jovem?”
E Jeyne acenou com a cabeça. “Arya. Meu nome é Arya.”
“Arya de Winterfell, aye. Quando da última vez que estive dentro dessas paredes, seu cozinheiro nos serviu um bife e torta de rim. Feita com cerveja, eu acho, a melhor que já provei. “Qual era seu nome, aquele cozinheiro?”
“Gage,” Jeyne disse de uma vez. “Ele era um bom cozinheiro. Ele fazia tortas de limão para Sansa sempre que tínhamos limões.”
Crowfood havia cofiado sua barba. “Morto agora, eu supunho. Aquele ferreiro seu também. Um homem que conhecia seu aço. Qual era seu nome?”
Jeyne havia hesitado. Mikken, Theon pensou. Seu nome era Mikken. O ferreiro do castelo nunca havia feito torta de limão alguma para Sansa, o que o fez muito menos importante do que o cozinheiro do castelo no doce mundinho que ela havia compartilhado com sua amiga Jeyne Poole. Lembre-se, maldita. Seu pai era o guardião, ele tinha responsabilidade por todo o castelo. O nome do ferreiro era Mikken, Mikken, Mikken. Eu o fiz ser executado diante de mim!
“Mikken,” Jeyne disse.
Mors Umber havia grunhido. “Aye.” O que ele poderia ter dito ou feito em seguida Theon nunca soube, por que isso foi quando o garoto apareceu, agarrando uma lança e gritando que a porta corrediça no portão principal de Winterfell estava sendo erguida. E como Crowfood havia sorrido com isso.
Theon virou-se em suas correntes, e abriu e fechou os olhos em direção ao rei. “Crowfood nos achou, sim, ele nos enviou aqui para você, mas foi eu que a salvei. Pergunte-a você mesmo.” Ela diria a ele. “Você me salvou,” Jeyne havia sussurrado, enquanto ele estava carregando-a através da neve. Ele estava pálida com dor, mas ela havia acariciado uma mão através de sua bochecha e sorrido. “Eu salvei Lady Arya,” Theon sussurrou de volta. E então, de um única vez, as lanças de Mors Umber estavam por todo a volta deles. “É esse meu agradecimento?” ele perguntou a Stannis, chutando debilmente contra a parede. Seus ombros estavam em agonia. Seu próprio peso estava arrancando-os de seus lugares. Por quanto tempo esteve ele dependurado ali? Ainda era noite do lado de fora? A torre não possuía janelas, ele não tinha como saber.
“Desacorrente-me, e eu irei servi-lo.”
“Como você serviu Roose Bolton e Robb Stark?” Stannis bufou. “EUA Cho que não. Nós temos um fim mais quente para você, vira-casaca. Mas não até termos finalizado com você.”
Ele pretende me matar. O pensamento era estranhamente reconfortante. A morte não assustava Theon Greyjoy. Morte significaria um fim para a dor. “Termine comigo então,” ele urgiu o rei. “Corte minha cabeça fora e espete-a em uma lança. Eu assassinei os filhos de Lord Eddard, eu devo morrer. Mas faça isso rápido. Ele está vindo.”
“Quem está vindo? Bolton?”
“Lord Ramsay,” Theon sibilou. “O filho, não o pai. Você não deve deixá-lo pegar ele [pegá-lo?]. Roose... Roose está a salvo dentro das muralhas de Winterfell com sua nova esposa gorda. Ramsay está vindo.”
“Ramsay Snow, você quer dizer. O bastardo.”
“Nunca chame-o assim!” Saliva voou dos lábios de Theon. “Ramsay Bolton, não Ramsay Snow, nunca Snow, nunca, você tem que lembrar do nome dele, ou ele vai machucar você.”
“Ele é bem-vindo para tentar. Qualquer seja o nome pelo qual atenda.”
A porta abriu com um sopro de vento frio e negro e um redemoinho de neve. O cavaleiro das traças havia retornado com o maester que o rei havia chamado, seu robe cinza ocultado sob o couro pesado de pele de urso. Atrás deles vieram dois outros cavaleiros, cada um carregando um corvo em uma jaula. Um era o homem que havia estado com Asha quando o banqueiro entregou Theon a ela, um forte homem com um porco com asas em seu sobretudo. O outro era mais alto, com ombros largos e musculosos. A armadura do homem grande era de aço prateado incrustado com niello [mistura preta de prata, cobre e chumbo]; embora arranhada e dentada, ainda brilhava à luz das velas. A capa que usava sobre ela estava presa por um coração flamejante.
“Maester Tybald.” anunciou o cavaleiro das traças.
O maester afundou de joelhos. Ele tinha cabelos avermelhados e ombros redondos, com olhos bem próximos que teimavam em desviar-se para Theon dependurado na parede. “Sua Graça. Como eu posso ser de serviço?”
Stannis não respondeu de uma vez. Ele estudou o homem a sua frente, sua testa franzida. “Levante-se.” O maester ergueu-se. “Você é maester no Dreadfort. Como é que você está aqui conosco?”
“Lord Arnolf trouxe-me aqui para cuidar de seus feridos.”
“Para seus feridos? Ou seus corvos?”
“Ambos, Sua Graça.”
“Ambos.” Stannis cuspiu a palavra. “O corvo de um maester voa para um lugar, e um lugar somente. Está correto?”
O maester enxugou suor de sua testa com a manga. “N-não completetamente, Sua Graça. Frequentemente, sim. Alguns poucos podem ser ensinados a voar entre dois castelos. Tais pássaros são muito valorizados. E uma vez em muito tempo, nós achamos um corvo que pode aprender os nomes de três, quatro ou cinco castelos, e voar para cada um sob comando. Pássaros espertos como esses aparecem uma única vez em uma centena de anos.”
Stannis gesticulou para os pássaros nas gaiolas. “Estes dois não são tão espertos, eu presumo.”
"Não, Sua Graça. Gostaria que assim o fosse.”
"Diga-me, então. Para onde estão estes dois treinados a voar?”
Maester Tybald não respondeu. Theon Greyjoy balançou seus pés debilmente, e gargalhou sob sua respiração. Pego!
"Responda-me. Se nós soltassemos esses pássaros, eles retornariam para o Dreadfort?" O rei inclinou-se para frente. "Ou poderiam eles voarem para Winterfell ao invés?”
Maester Tybald urinou seu manto. Theon não podia ver a mancha escura espalhando-se de onde estava pendurado, mas o cheiro de mijo era agudo e forte.
"Maester Tybald perdeu sua lingua," Stannis observou para seus cavaleiros. "Godry, quantas jaulas você encontrou?"
"Três, Sua Graça," disse o cavaleiro grande na armadura prateada. “Uma estava vazia.”
"S-sua Graça, minha ordem está jurada a server, nós...”
"Eu sei tudo sobre seus votos. O que eu quero saber é o que estava na carta que você enviou para Winterfell. Por acaso você contou a Lord Bolton onde nos encontrar?” "M-majestade." Ombros largos Tybald ergueu-se orgulhosamente.
"As regras de minha ordem proibem-me divulgar o conteúdo das cartas de Lord Arnolf.”
"Seus votos são mais fortes que sia bexiga, pareceria.”
"Sua Graça deve entender — "
"Devo?" O rei deu de ombros. "Se você assim diz. Você é um homem de estudo, afinal de contas. Eu tive um maester em Dragonstone que era quase um pai para mim. Eu tenho grande respeito por sua ordem e seus votos. Ser Clayton não compartilha de meus sentimentos, entretanto. Ele aprendeu tudo que sabe nos becos de Canto das Pulgas [local onde Arya habitou após fugir de Meryn Trant]. Se eu colocasse você aos cuidados dele, ele poderia estrangulá-lo com sua própria corrente ou arrancar-lhe um olho com uma colher.”
"Somente um, Sua Graça," voluntariou-se o cavaleiro careca, aquele do porco alado. "Eu deixaria o outro."
"De quantos olhos um maester precisa para ler um carta?” perguntou Stannis. “Um deve ser o suficiente, eu acho. Eu não gostaria de deixá-lo incapaz de cumprir seus deveres ao seu senhor. Os homens de Roose BOlton podem muito bem estar a caminho de nos tacar nesse exato momento, entretanto, então você deve entender se eu resumir algumas cortesias. Eu vou perguntá-lo uma vez mais. O que tinha na mensagem que você enviou para Winterfell?”
O maester balbuciou. "Um m-mapa, Sua Graça."
O rei inclinou-se para trás em sua cadeira. "Retirem-no daqui," ele comandou. "Deixe os corvos." Uma veia estava pulsando em seu pescoço. "Confinem este desgraçado cinzento em uma das cabanas até eu decidir o que deve ser feito com ele.”
"Será feito," o cavaleiro grande declarou. O maester desapareceu em outra rajada de frio e neve. Somente o cavaleiro das três traças permaneceu.
Stannis olhou com raiva até Theon, onde ele estava suspenso. "Você não é o único vira-casaca aqui, perece. Gostaria que todos os lords dos Sete Reinos tivessem um úncio pescoço...” Ele virou-se para seu cavaleiro. "Ser Richard, enquanto eu estive quebrando o jejum com Lord Arnolf, você deve desarmar os homens dele e tomá-los em custódia. A maioria vai estar dormindo. Não os faça mal, a não ser que resistam. Pode ser que eles não sabiam… Questione alguns sobre este ponto… mas suavemente, Se eles não tinham conhecimento dessa traição, eles podem ter a chance de provarem sua lealdade. Ele estalou uma mão finalizando. “Mande Justin Massey entrar."
Outro cavaleiro, Theon sabia, quando Massey entrou. Este era claro, com uma barba loura regularmente cortada e espresso cabelo comprido tão pálido que parecia mais branco que dourado. Sua tunica carregava a espiral tríplice, um antigo símbolo para uma antiga Casa. “Foi-me informado Sua Graça tem necessidade de minha presence,” ele disse, sob um joelho.
Stannis acenou com a cabeça. "Você escoltará o banqueiro Braavosi de volta à Muralha. Escolha seis bons homens e leve doze cavalos.”
"Para cavalgar ou comer?”
O rei não se divertiu. “Eu quero você ausene ante do meio-dia, ser. Lord Bolton poderia estar sobre nós a qualquer momento, e é imperative que o banqueiro retorne para Braavos. Você deve acompanhá-lo através do mar estreito.”
"Se está para acontecer uma batalha, meu lugar é aqui com você.”
"Seu lugar é onde eu digo que é. Eu tenho quinhentas espadas tão boas quanto você, ou melhor, mas você tem um comportamento agradável e um hábil língua, e estas serão de mais uso para mim em Braavos do que aqui. O Banco de Ferro abriu seus cofres para mim. Você irá coletar a moeda deles e contratar návios e mercenários. Uma companhia de boa reputação, se você conseguir achar uma. A Companhia Dourada seria a minha primeira escolha, se eles já não estiverem sob contrato. Procure por eles nas Terras Disputadas, se necessário for. Mas primeiro, contrite quantas espadas conseguir encontrar em Braavos, e envie-os para mim por Eastwatch. Arqueiros também, nós precisamos de mais arcos.”
O cabelo de Ser Justin havia caído sobre um de seus olhos. Ele puxou-o para trás e disse, “Os capitães das companhias livres irão seguir a um lord mais prontamente do que a um mero cavaleiro, Sua Graça. Eu não possuo nem terras nem título, por que deveriam eles vender suas espadas para mim?”
"Vá até eles com ambos os punhos cheios de dragões dourados,” o rei disse, em tom ácido. “Isso deve provar-se persuasivo. Vinte mil homens devem ser suficiente. Não retorne com menos.”
“Majestade, posso falar livremente?”
"Contanto que você fale rapidamente.”
"Sua Graça deveria ir para Braavos com o banqueiro.”
"É esse seu conselho? Que eu deveria fugir?” O rosto do rei escureceu. “Este foi o seu conselho no Blackwater também, como me lembro. Quando a batalha virou-se contra nós, eu deixei você e Horpe importunarem-me de volta para Dragonstone como um filhote assoitado”.
"O dia estava perdido, Sua Graça."
"Aye, isso foi o que você disse. ‘O dia está perdido, Majestade. Recue agora, para que possa lutar novamente.’ E agora faria eu correr através do mar estreito...”
"... para erguer um exército, aye. Como Bittersteel fez após a Batalha do Campo da Grama Vermelha, onde Daemon Blackfyre caiu.”
"Não balbucie história para mim, ser. Daemon Blackfyre era um rebelde e usurpador, Bittersteel um bastardo. Quando ele fugiu, ele jurou que iria retornar para colocar um filho de Daemon no Trono de Ferro. Ele nunca o fez. Palavras são vento, e o vento que sopra exilados através do mar estreito raramente os sopra de volta. Aquele garoto Viserys Targaryen falou de retorno também. Ele escapou pelos meus dedos em Dragonstone, somente para passar sua vida atrás de mercenários. “O Rei Mendigo,” eles o chamavam nas Cidades Livres. Bem, eu não implore, nem vou fugir novamente. Eu sou o herdeiro de Robert, o justo rei de Westeros. Meu lugar é com meus homens. O seu é em Braavos. Vá com o banqueiro, e faça como eu ordenei.”
"Como você comanda,” Ser Justin disse.
"Pode ser que nós percamos essa batalha," o rei disse sombriamente. "Em Braavos você pode ouvir que eu estou morto. Pode até ser verdade. Você deve encontrar meus mercenários de qualquer forma.”
O cavaleiro exitou. "Sua Graça, se você estiver morto —"
" — você irá vingar minha morte e sentar minha filha no Trono de Ferro. Ou morrer na tentativa."
Ser Justin colocou uma mão no punho da espada. "Sob minha honra como um cavaleiro, você tem minha palavra."
"Oh, e leve a garota Stark com você. Entregue-a para Lord Comandante Snow em seu caminho para Eastwatch." Stannis bateu gentilmente no pedaço de pergaminho que estava a sua frente. “Um verdadeiro rei paga seus débitos.”
Pague-o, aye, pensou Theon. Pague-o com moeda falsa. Jon Snow veria através da impostora de uma só vez. O bastardo mal-humorado de Lord Stark havia conhecido Jeyne Poole, e ele sempre foi teve carinho por de sua meia-irmãzinha Arya.
"Os irmãos negros irão acompanhá-lo até Castelo Negro.” o rei prosseguiu. "Os homens de ferro devem permanecer aqui, supostamente para lutar por nós. Outro presente de Tycho Nestoris. Assim seja, eles iriam somente atrasá-lo. Homens de Ferro foram feitos para navios, não cavalos. Lady Arya deve ter uma companhia feminine também. Leve Alysane Mormont.”
Ser Justin puxou seu cabelo para trás novamente. “E Lady Asha?”
O rei considerou isso por um momento. "Não."
"Um dia Sua Graça precisará tomar as Ilhas de Ferro. Isso sera bem mais fácil com a filha de Balon Greyjoy inconsciente de sua ajuda, com um de seus próprios leais homens como seu marido.”
"Você?" O rei franziu o rosto. "A mulher é casada, Justin."
"Um casamento por procuração, nunca consumado. Facilmente posto de lado. O noivo é velho, além disso. Provável que morra logo."
De uma espada atrvés da barriga se você tiver o seu desejo, ser verme. Theon sabia como esses cavaleiros pensavam.
Stannis apertou seus lábios. "Sirva-me bem neste assunto dos mercenários, e você pode ter o que deseja. Até tal tempo, a mulher precisa continuar minha prisioneira."
Ser Justin saudou-o com a cabeça. "Eu compreendo."
Isso pareceu someone irritar o rei. "Sua compreensão não é requisitada. Somente sua obediência. Siga o seu caminho, ser."
Desta vez, quando o cavaleiro partiu, o mundo além da porta paracei mais brando do que preto.
Stannis Baratheon andava pelo comôdo. A torre era pequena, úmida e limitada. Alguns passos trouxe o rei até Theon. "Quantos homens Bolton tem em Winterfell?"
"Cinco mil. Seis. Mais." Ele deu ao rei um sorriso medonho, todo dentes quebrados e lascas. "Mais do que você."
"Quantos destes é provável que ele envie contra nós?"
"Não mais que a metade." Isso era uma suposição, honestamente, mas pareceu certo para ele. Roose Bolton não era um homem para correr cegamente pela neve, mapa ou não. Ele iria segurar sua força principal em reserva, manter seus melhores homens junto a si, confiar na massiva dupla muralha de Winterfell. "O castelo estava muito lotado. Os homens estavam uns nas gargantas dos outros, os Manderlys e Freys especialmente. Foram eles que sua senhoria enviou contra você, aquele dos quais ele está melhor livre."
"Wyman Manderly." A boca do rei contorceu-se em desprezo. "Senhor Muito-Gordo-para-Sentar-um-Cavalo. Muito gordo para vir até mim, apesar disso ele vem até Winterfell. Muito gordo para dobrar o joelho e jurar-me sua espada, entretantoa gora ele empunha essa espada a favor do Bolton. Eu enviei meu Lord Cebola para tratar com ele, e o Lord Muito-Gordo assassinou-o e colocou sua cabeça e mãos nas muralhas de Porto Branco para os Freys festejarem ao redor. E os Freys… foi o Casamento Vermelho esquecido?"
"O norte se lembra. O Casamento Vermelho, os dedos de Lady Hornwood, o saque de Winterfell, Deepwood Motte e a Praça de Torrhen, eles se lembram de tudo." Bran e Rickon. Eles eram apenas filhos de um moleiro. "Frey e Manderly nunca combinarão suas forças. Ele virão contra você, mas separadamente. Lord Ramsay não estará muito longe deles. Ele quer sua noiva de volta. Ele quer seu Fedorento." A gargalhada de Theon era metade riso, metade choro. "Lord Ramsay é quem Sua Graça deveria temer."
Stannis enfureceu-se com isso. "Eu derrotei seu tio Victarion e a Frota de Ferro dele em Ilha Bela [Fair Isle], a primeira vez que seu pai coroou a si mesmo. Eu mantive Ponta Tempestade [Storm's End] contra o poder do Reach por um ano, e tomei Pedra do Dragão [Dragonstone] dos Targaryens. Eu destrui Mance Rayder na Muralha, embora ele tivesse vinte vezes meus números. Diga-me, vira-casaca, que batalhas o Bastardo de Bolton alguma vez ganhou que eu deva temê-lo?"
Você não deve chamá-lo disso! Uma onda de dor varreu Theon Greyjoy. Ele fechou seus olhos e contorceu seu rosto. Quando abriu seus olhos novamente, ele disse, “Você não conhece ele.”
"Não mais do que ele me conhece."
"Me conhece," gritou um dos corvos que maester havia deixado para trás. Ele bateu suas grandes asas pretas contra as barras da gaiola.
"Conhece," gritou novamente.
Stannis virou-se. "Pare com esse barulho."
Atrás dele, a porta abriu. Os Karstarks haviam chegado.
Dobrado e retorcido, o castelão de Karhold apoiava-se pesadamente em sua bengala conforme caminhava para a mesa. A capa de Lord Arnolf era de excelente lã cinzenta, contornada com sable [mamífero da família Martes] preto e presa por uma estrela raiada prateada. Uma rica vestimenta, Theon pensou, em uma pobre desculpa de homem. Ele havia visto esta capa antes, ele sabia, assim como ele havia visto o homem que a usava. No Forte Pavor [Dreadfort]. Eu lembro. Ele sentou-se e jantou com Lord Ramsay e Whoresbane Umber, a noite que eles retiraram Fedorento de sua cela.
O homem a seu lado podia ser somente seu filho. Cinqüenta, Theon julgou, com um rosto Redondo e macio como o de seu pai, se Lord Arnolf engordasse. Atrás dele vinham três homens jovens. Os netos, ele supôs. Um vestia uma camisa de malha de elos. O resto estava vestido para desjejum, não para batalha. Tolos.
"Sua Graça." Arnolf Karstark dobrou sua cabeça. "Uma honra." Ele procurou por um assento. Ao invés disso, seus olhos acharam Theon. "E quem é esse?" Reconhecimento veio um pulsar mais tarde. Lord Arnolf empalideceu.
Seu estúpido filho permaneceu ignorante. "Não há cadeiras," o imbecil observou. Um dos corvos gritou no interior de sua gaiola.
"Somente a minha." O rei Stannis sentou-se nela. "Não é nenhum Trono de Ferro, mas aqui e agora serve." Uma dúzia de homens haviam entrado pela porta da torre, conduzidos pelo cavaleiro das traças e o homem grande na armadura prateada. “Vocês são homens mortos, entendam isso,” o rei prosseguiu. "Somente a forma de suas mortes ainda precisa ser determinada. Vocês seriam bem aconselhados a não desperdiçar meu tempo com negações. Confessem, e vocês terão o mesmo fim rápido que o Jovem Lobo deu a Lord Rickard. Mintam, e vocês queimarão. Escolham."
"Eu escolho isto." Um dos netos agarrou o punho da espada, e tentou desembanhá-la.
Isso provou ser uma péssima escolha. A lamina do neto não havia nem saído de sua bainha antes que dois dos cavaleiros do rei estavam sobre ele. Terminou com o antebraço dele despencando no chão e sangue jorrando de seu toco, e um de seus irmãos cambaleando para as escadas, agarrando um ferimento na barriga. Ele balançou seis degraus acima antes de cair, e veio batendo para trás no chão.
Nem Arnolf Karstark nem seu filho se moveram.
"Leve-os," o rei comandou. "A vista deles azeda meu estômago." Em momentos, os cinco homens haviam sido amarrados e removidos. Aquele que havia perdido seu braço de espada havia desmaiado por perda de sangue, mas sei irmão com o ferimento na barriga gritava alto o bastante por ambos. "É assim que eu lido com traição, vira-casaca, turncloak," Stannis informou Theon.
"Meu nome é Theon."
"Como queira. Diga-me, Theon, quantos homens tinha Mors Umber com ele em Winterfell??"
"Nenhum. Nenhum homem." Ele sorriu com sua própria astúcia. "Ele tinha garotos. Eu os vi." Sem contra um punhado de sargentos quase aleijados, os guerreiros que Crowfood havia trazido de Última Lareira [Last Hearth] eram dificilmente velhor o suficiente para barbearem-se. "As lanças e machados deles eram mais velhos que as mãos que os agarravam. Foi Whoresbane Umber que tinha os homens, dentro do castelo. Eu os vi também. Velhos, todos eles." Theon riu. "Mors pegou os garotos verdes e Hother os barbas-cinzentas. Todos os homens de verdade foram com Greatjon e morreram no Casamento Vermelho. É isso que você queria saber, Sua Graça?"
Rei Stannis ignorou a zombaria. "Garotos," foi tudo que disse, enojado. "Garotos não vão segurar Lord Bolton por muito tempo."
"Não muito," Theon concordou. "Não muito de maneira nenhuma."
"Não muito," gritou o corvo de sua gaiola.
O rei deu ao pássaro um olhar irritado. "Aquele banqueiro Braavosi alegou que Ser Aenys Frey está morto. Algum garoto fez isso?"
"Vinte garotos verdes, com pás," Theon disse a ele. "A neve caiu pesadamente por dias. Tão pesado que você não podia ver as muralhas do castelo à nove metros de distância, não mais do que os homens nas ameias podiam ver o que estava acontecendo além daquelas muralhas. Então Crowfood pôs seus garotos cavando fossos for a dos portões do castelo, então tocou sua corneta para atrair Lord Bolton para for a. AO invés, ele conseguiu os Freys. A neve havia cobertos os fossos, então ele cavalgaram direto neles. Aenys quebrou o pescoço, eu ouvi, mas Ser Hosteen somente perdeu um cavalo, uma pena. Ele vai estar furioso agora."
Estranhamente, Stannis sorriu. "Inimigos furiosos não me preocupam. Raiva faz os homens estúpidos, e Hosteen Frey era estúpido para começar, se metade do que ouvi sobre ele é verdade. Deixe-o vir."
"Ele virá."
"Bolton equivocou-se," o rei declarou. "Tudo o que tinha que fazer era sentar-se dentro de seu castelo enquanto eu morria de fome. Ao invés, ele enviou parte uma parte de sua força para nos enfrentar. Seus cavaleiros estarão montados, os nossos devem lutar a pé. Seus homens estarão bem alimentados, os nossos entram em batalha com estômagos vazios. Não importa. Ser Estúpido, Lord Muito-Gordo, o Bastardo, deixe-os vir. Nós temos o terreno, e isso eu pretendo virar a nosso favor."
"O terreno?" disse Theon. "Que terreno? Aqui? Esta torre mal-feita? Este lamentável minúsculo vilarejo? Você não tem nenhum relevo aqui, nenhuma parede para se esconder atrás, nenhuma defesa natural."
"Ainda."
"Ainda," ambos os corvos gritaram em harmonia. Então um [quirked], e o outro murmurou, "Árvores, árvore, árvore."
A porta abriu. Além, o mundo era branco. O cavaleiro das três traças entrou, suas pernas cobertas de neve. Ele pisou forte para retirar a neve deles e disse, "Sua Graça, os Karstarks foram presos. Alguns resistiram, e morreram por isso. A maioria estava muito confuse, e rendeu-se quietamente. Nós os guiamos todos no longo salão e os confinamos ali."
"Bem feito."
"Eles disseram que não sabiam. Os que nós questionamos."
"Eles diriam."
"Nós podemos questioná-los mais severamente... "
"Não. Eu acredito neles. Karstark nunca poderia esperar manter sua traição em segredo se ele compartilhasse seus planos com cada bastardo plebeu em seu serviço. Algum lanceiro bêbado deixaria isso escaper alguma noite enquanto deitava-se com uma puta. Eles não precisavam saber. Eles são homens de Karhold. Quando o momento chegasse ele iriam oberdecer seus senhores, como eles tem feito por toda sua vida."
"Como você diz, Majestade."
"E nossas perdas??"
"Um dos homens de Lord Peasebury foi morto, e dois dos meus foram feridos. Se aprouver Sua Graça, entretanto, os homens estão ficando ansiosos. Há centenas deles reunidos em volta da torre, perguntando-se o que aconteceu. Boatos de traição estão em cada boca. Ninguém sabe em quem confiar, ou quem pode ser preso em seguida. Os homens do norte em especial — "
"Eu preciso falar com eles. Wull ainda está esperando?"
"Ele e Artos Flint. Você irá vê-los?"
"Logo. A kraken primeiro."
"Como você ordena." O cavaleiro partiu.
Minha irmã, pensou Theon, minha doce irmã. Embora ele tivesse perdido toda sensibilidade em seus braços, ele sentiu os nós em seu estômago, o mesmo de quando aquele maldito banqueiro Braavosi o apresentou a Asha como um 'presente.' A memória ainda irritava. O cavaleiro musculoso quase careca que estava com ela não perdeu tempo gritando por ajuda, então eles não tiveram mais que alguns momentos antes que Theon fosse arrastado para ver o rei. Foi longo o suficiente. Ele havia odiado a expressão do rosto de Asha quando ela entendeu quem ele era; o espanto em seus olhos, a piedade em sua voz, a forma como sua boca torceu-se em repulsa. Ao invés de corer para abraçá-lo, ela havia recuado um passo. “O Bastardo fez isso a você?" ela havia perguntado.
"Não o chame disso." Então as palavras vieram transbordando de Theon em tumulto. Ele tentou contar a ela sobre tudo, sobre Fedorento e o Forte Pavor [Dreadfort] e Kyra e as chaves, como Lord Ramsay nunca retirava nada sem ser pele a não ser que você implorasse por isso. Ele contou a ela como salvou a garota, pulando da muralha do castelo na neve. "Nós voamos. Deixe Abel fazer uma música sobre isso, nós voamos." Então ele teve de dizer quem Abel era, e falar sobre as lavadeiras que não eram verdadeiramente lavadeiras. Aquela altura Theon sabia como estranho e incoerente tudo isso soava, entretanto de alguma maneira as palavras não paravam. Ele estava com frio e doente e cansado… e fraco, tão fraco, mas tão fraco.
Ela tem que entender. Ela é minha irmã. Ele nunca quis fazer nenhum mal a Bran ou Rickon. Fedorento o fez matar aqueles garotos, não Fedorento ele, mas o outro. "Eu não sou assassino de parentes," ele insistia. Ele contou a ela como ele deitou-se com as cadelas de Ramsay, avisou a ela que Winterfell estava cheia de fantasmas. "As espadas se foram. Quatro, eu acho, ou cinco. Eu não me lembro. Os reis de pedra estão furiosos." Ele estava tremendo àquela altura, tremendo como uma flha de autono. “A árvore-coração sabia meu nome. Os deuses antigos. Theon, eu os ouvi sussurrar. Não havia vento mas as folhas balançavam. Theon, eles disseram. Meu nome é Theon." Era bom dizer o nome. Quanto mais ele o dizia, mais improvável era que ele o esquecesse. "Você tem de se lembrar de seu nome," ele havia ditto a sua irmã. "Você... você me disse que era Esgred, mas isso era uma mentira. Seu nome é Asha."
"É," sua irmã havia dito, tão suavemente que ele ficou com medo que ela chorasse. Theon odiava isso. Ele odiava mulher chorando. Jeyne Poole havia chorado todo o caminho de Winterfell até aqui, chorado até qeu sua face estivesse roxa como uma raiz de beterraba e as lágrimas tivessem congelado em suas bochechas, e tudo porque ele a disse que precisava ser Arya, ou então os lobos podiam enviá-los de volta. "Eles te treinaram em um bordéu," ele a lembrou, sussurrando em sua orelha para que os outros não ouvissem. "Jeyne é a próxima coisa de uma puta, você precisa seguir sendo Arya." Ele não desejava machucá-la. Era para o próprio bem dela, e dele. Ela tem que se lembrar de seu nome. Quando a ponta de seu nariz ficou preta pela queimadura do gelo, e um dos condutores da Patrulha da Noite contou a ela que poderia perder um pedaço do nariz, Jeyne havia chorado por causa disso também. "Ninguém vai se importar com o quê Arya parecesse, enquanto ela for herdeira de Winterfell," ele assegurou a ela. "Uma centena de homens irão querer casar com ela. Um milhar."
A memória deixou Theon se contorcendo em suas correntes. "Deixe-me descer," ele implorou. "Somente por um tempo, depois você pode me pendurar de novo." Stannis Baratheon olhou-o, mas não respondeu. "Árvore," um corvo gritou. "Árvore, árvore, árvores."
Então o outro pássaro disse, "Theon," claro como dia, conforme Asha entrou caminhando pela porta.
Qarl a Donzela estava com ela, e Tristifer Botley. Theon conhecia Botley desde quando eram garotos, em Pyke. Por que ela trouxe seus animais de estimação? Ela pretende me libertar? Eles iriam terminar da mesma maneira que os Karstarks se ela tentasse.
O rei também estava aborrecido pela presence deles. "Seus guardas podem esperar de fora. Se eu quisesse machucá-la, dois homens não iriam me persuadir."
Os ironborn saudaram e se retiraram. Asha ajoelhou-se. "Sua Graça. Meu irmão precisa ficar acorrentado desse jeito? Parece uma pobre recompense por trazer-lhe a garota Stark."
A boca do rei contorceu-se. "Você tem uma lingual corajosa, minha senhora. Diferente da do vira-casaca seu irmão."
"Obrigado, Sua Graça."
"Não foi um elogio." Stannis olhou longamente para Theon. "A aldeia não tem um calabouço, e eu tenho mais prisioneiros do que antecipava quando nós paramos aqui." Ele acenou para que Asha se levantasse. "Você erguer-se."
Ela levantou. "O Braavosi resgatou sete dos meus homens de Lady Glover. Eu pagaria contentemente um resgate por meu irmão."
"Não há ouro o suficiente em todas as suas Ilhas de Ferro. As mãos de seu irmão estão encharcadas de sangue. Farring está urgindo-me a dá-lo a R'hllor."
"Clayton Suggs também, eu não duvido."
"Ele, Corliss Penny, todos os outros. Até Ser Richard aqui, que somente ama o Lord da Luz quando lhe é vantajoso."
"O coro do dues vermelho só conhece uma música."
"Enquanto a canção dor prazerosa aos ouvidos do deus, deixe-os cantar. Os homens de Lord Bolton estarão por aqui mais cedo do que gostaríamos. Somente Mors Umber ergue-se entre nós, e seu irmão me diz que suas forças são formadas completamente por garotos imaturos. Os homens gostam de saber que seus deus está com eles quando entram em batalha."
"Nem todos os seus homens adoram o mesmo deus."
"Estou ciente disso. Eu não sou o tolo que meu irmão foi."
"Theon é meu irmão. Ele é o ultimo filho sobrevivente de minha mãe. Quando seus irmãos morreram, isso a quebrou. A morte dele irá destruir o que resta dela... mas eu não vim implorar pela vida dele."
"Sábio. Eu sinto muito por sua mãe, mas eu não poupo a vida de vira-casacas. Este, especialmente. Ele assassinou dois filhos de Eddard Stark. Cada homem do norte em meu service me abandonaria se eu demonstrasse qualquer clemência. Seu irmão precisa morrer."
"Então faça-o você mesmo, Sua Graça." O frio na voz de Ashafez Theon tremer em suas correntes. "Leve-o através do lago até a ilha onde o weirwood cresce, e corte a cabeça dele for a com essa espada mágica que você empunha. É dessa forma que Eddard Stark teria feito. Theon assassinou os filhos de Lord Eddard. Dê-o aos deuses de Lord Eddard. Os antigos deuses do norte. Dê-o para a árvore."
E de repente veio uma selvagem batida, conforme os corvos do master pulavam e batiam suas asas dentro de suas gaiolas, suas penas pretas voando enquanto batiam contra as barras com gritos altos e ásperos. "Ávore, árvore," um gritava, "a árvore, a árvore," enquanto o Segundo somente gritava, "Theon, Theon, Theon."
Theon Greyjoy sorriu. Eles sabem meu nome, pensou.


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MensagemAssunto: Re: Theon I   29/12/11, 01:06 pm

Vlw cara!
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MensagemAssunto: Re: Theon I   01/02/12, 10:10 am

Show de bola, Douglas!

Sabia que você tinha se proposto a traduzir, mas não sabia que já tinha postado.

Este trecho é muito legal. É o velho GRRM voltando a ficar em forma... Smile

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MensagemAssunto: Re: Theon I   09/03/12, 06:20 pm

Parece que o Bran está na pele dos corvos... O Bran tem tentado falar com o Theon desde Winterfell. Pq será?
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Douglas
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MensagemAssunto: Re: Theon I   10/03/12, 11:33 am

A questão é que não é somente tentar falar. Em Winterfell, Theon ouviu o vento, algo que, se levarmos em consideração o que é dito por Osha em AGoT, não é algo tão comum assim.

Acho que podemos descartar vingança, não faz o estilo do Bran. Não sei se ele quer dizer algo para Theon - em AGoT, Martin revela que Bran conhecia uma passagem secreta que ia do potão Sul ao Norte de Winterfell - ou se vislumbra alguma possibilidade. Nessa hora vem a frase do Coldhands, em ADwD, "Your monster, Brandon Stark"...

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MensagemAssunto: Re: Theon I   10/03/12, 01:40 pm

Capítulo muito massa, e é sempre bom saber que mais um Frey foi para o saco.
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MensagemAssunto: Re: Theon I   17/03/12, 03:50 pm

Muito bom! Terminei o quinto livro na dúvida se o Ramsay havia ou não mentido na carta ao Jon. Pelo texto deu pra ver que as chances do Ramsay são poucas devido principalmente às tropas que o pai dele mandou à batalha.
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MensagemAssunto: Re: Theon I   26/03/12, 08:43 pm

Tomara que ele nao morra af,meu personagem preferido.
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MensagemAssunto: Re: Theon I   26/03/12, 09:07 pm

Gostei do avatar, Nebula. Sério.

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MensagemAssunto: Re: Theon I   27/03/12, 07:49 am

Eu espero que o Bran ajude o Theon a escapar da morte de alguma forma. Afinal ele seria executado por um crime que não cometeu. O problema é que, de qualquer forma, pessoas morreram em Winterfell por culpa dele.
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MensagemAssunto: Re: Theon I   27/03/12, 07:13 pm

Acho que o Theon está encarando a morte pelo conjunto da obra. Ele é culpado de pelo menos uma morte importante, Benfred Tallhart, logo assim que desembarca.

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MensagemAssunto: Re: Theon I   27/03/12, 07:38 pm

Ele não matou Bran e Rickon, mas matou os filhos do moleiro, só porque não são nobres não significa que não foi um crime porra.
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MensagemAssunto: Re: Theon I   27/03/12, 08:10 pm

Mas ainda são matar os filhos do senhor daquelas terras e matar um moleiro são coisas bem diferentes.
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MensagemAssunto: Re: Theon I   27/03/12, 10:13 pm

Só serão diferentes se a honra dos Stark tiver morrido com o Ned e o Rob. E ainda tem o Stanis e sua filosofia de que atos bons não justificam os maus.
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MensagemAssunto: Re: Theon I   28/03/12, 09:45 pm

Acho que ou você compra o mundo do Martin, ou não. Só fizeram alguma coisa com o Ramsay quando ele sequestrou a viúva Hornwood. Até lá, embora já houvessem boatos de seu "esporte", ninguém havia feito nada.

O Luder tem razão quando fala que para os Starks isso seria um crime. Mas, como Stannis deixa implícito, o que o pressiona são os nortenhos. Se não fosse a suposta morte de Bran e Rickon, ele poderia fazer uso do herdeiro das Ilhas.

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MensagemAssunto: Re: Theon I   28/03/12, 11:04 pm

Acho q n pelo simples fato dele n poder gerar filhos,

vai botar ele no poder, pra depois de algum tempo ter outra guerra e ter q botar outro no poder, ja q ele n vai ter descendentes,

vou confessar q eu li o livro em inglês e fiquei com uma duvida tremenda sobre a castração dele, se ele falava no sentido figurado q tinha perdido a coragem , ou se tinha realmente sido castrado,

Theon é outra pessoa ja, aquele q invadiu winterfell , ja esta enterrado junto com suas b***
e os nascidos no ferro nunca aceitariam um castrado.

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MensagemAssunto: Re: Theon I   29/03/12, 12:10 am

Não sei aonde tem escrito que o fdp do Theon foi capado, mas se ele se ferrar é muito bem feito, ele traiu todos que confiaram nele, tem mais é que se lascar.
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MensagemAssunto: Re: Theon I   29/03/12, 12:59 am

agora vc me deixou na duvida novamente, o cara ta ou n capado?
essa area é livre pra falar td ?

ele tem que pagar por outros crimes tambem, n tem como o norte perdoar, porem ele vai fazer algo ainda, vai se redimir de alguma forma.

Coitado do cara viveu a margem dos Starks por muito tempo, tinha muito que provar pra varias pessoas, Martin tem um grande personagem na mao e vai usa-lo muito bem tenho certeza

porem ilhas de ferro acho q ja era pra ele. nunca mais.
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MensagemAssunto: Re: Theon I   29/03/12, 01:02 am

Ele apenas dá a entender que foi "destituído" de suas partes íntimas. Se não tivesse sido spoileado, acho que nem perceberia essas dicas.

Mas quem sabe se é verdade? Não me lembro de ter lido isso de forma clara.
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MensagemAssunto: Re: Theon I   29/03/12, 01:09 am

O theon vai servir apenas de ligação para resolver o conflito entre os senhores do norte, assim que este conflito estiver resolvido ele vai ser descartado, e escorrer para o ralo, que é o que ele merece, por que agora ele é o único que tem conhecimento da farsa do Mindinho, que criou a Aria fake.
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MensagemAssunto: Re: Theon I   29/03/12, 01:15 am

isso foi outra coisa q n ficou clara pra mim, o pai Bolton sabe q ela é uma mentira por isso ele precisa de theon pra suportar sua mentira,

mas o filho bastardo , esse eu n saquei se sabe ou n q aquela n é a verdadeira Arya,

Foi do mindinho o plano da arya falsa, achava q era do patriarca lannister enquanto ainda vivo.
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MensagemAssunto: Re: Theon I   29/03/12, 05:55 am

Não teria porque deixaro Ramsay de fora do plano, ele acabaria fazendo merda achando que tinha Arya mesmo

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MensagemAssunto: Re: Theon I   29/03/12, 08:21 am

Eu entendo o mundo criado pelo Martin, Douglas. Entendo que o sequestro, e posterior morte de uma mulher nobre tem maior importânica na escala de valores daquela sociedade do que o "esporte" praticado pelo Ransay com algumas camponesas. Mas como você mesmo disse, haviam apenas boatos sobre essas caçadas, boatos estes que só começaram a ser levados a sério depois do sequestro e da morte da senhora Hornwood. Numa sociedade como a de Westeros, a vida de um nobre sempre vai valer mais do que a de camponeses. Alguns podem achar que não é diferente da nossa sociedade, mas existe diferença sim, pois entre nós temos leis que asseguram a igualdade de todos, independente de nascimento, enquanto naquela sociedade a diferença de valor é reconhecida por todos e legitimada pela lei. O que me irritou mais nesse tópico é ver algumas pessoas querendo livrar o Theon da punição alegando que como Bran e Rickon estão vivos, ele não teria cometido crime nenhum, o que não é verdade. Sem falar no vassalo dos Stark que você citou, não reconhecer que a morte dos filhos do moleiro já é suficiente para o Theon ser executado pelas leis do Norte, leis essas que os Stark sempre foram os principais executores, é um absurdo.
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MensagemAssunto: Re: Theon I   29/03/12, 02:46 pm

Ao meu ver a unica maneira do Theon escapar da morte é o Bran sair daquela caverna e perdoar ele, pois ele tem autoridade pra isso é o legitimo rei/protetor do norte. Mas eu preferia que o Theon virasse um casaco de pele.
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MensagemAssunto: Re: Theon I   29/03/12, 04:18 pm

O Theon tá lascado na mão do Stannis, o Strannis não perdoou nem o Davos que o salvou de morrer de fome, imagine o Theon. Mesmo que o Davos depois apareça com o Rickon o Stannis vai executá-lo pela traição e pela família do moleiro.
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MensagemAssunto: Re: Theon I   

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