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     Encontro de Rainhas (PG-13)

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    AutorMensagem
    Murilo
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    MensagemAssunto: Encontro de Rainhas (PG-13)   28/12/11, 04:09 pm

    Primeiramente, devo avisar que essa fic é uma verdadeira viagem. Razz

    Categoria: RA = Realidade Alternativa (?)
    POV (s): Daenerys/Cersei alternados
    Classificação: PG-13 (?)
    Capítulos: 2 capítulos (Long Fic)
    Completa: [ X ] Sim [ ] Não
    Advertências (spoilers): Spoilers até A Tormenta de Espadas, embora um trecho da fic sugira algo que PODE OCORRER em livros posteriores:
    Spoiler:
     
    Sinopse: O reino está em pura guerra. Os Outros conseguiram ultrapassar a Muralha e atacam ferozmente o Norte, causando prejuízos terríveis para os homens da Patrulha da Noite. Enquanto isso, no sul, as intrigas pelo trono continuam a toda força, e a Rainha Cersei sofre para segurar os alicerces de sua Casa com os famigerados boatos sobre dragões, fogo e morte vindos do Leste. Daenerys, a herdeira do sangue de Aegon, Filha da Tormenta da Casa Targaryen, juntamente de companheiros em busca de vingança, chega a Porto Real com seus três filhos para um último acerto de contas.

    N/A: Algumas coisas devem ser ressaltadas:
    Arrow A fica se passa em uma realidade alternativa futura da história, já que ainda não sabemos quais serão os caminhos que o Martin traçará aos personagens. A hipótese sugerida é a de que Dany, antes de lutar contra os Outros na Muralha, passa por Porto Real para reclamar seu trono. Wink

    Arrow Vocês podem ficar um pouco impressionados com as distorções na personalidade de Dany, e todos nós leitores sabemos que ela não é assim mesmo. Mas as mudanças foram feitas para dar um toque poético na cena, do contrário a coisa toda ficaria muito sem graça. Razz
    Me perdoe, Martin! aflição

    Arrow Eu sei que o os acontecimentos envolvendo as duas personagens nos outros livros podem estar incoerentes com a fic, mas vamos admitir um futuro na história em que todos os problemas que as impediam de vivenciar esse encontro estão resolvidos de alguma forma.

    Spoilers livros 4 e 5:
    Spoiler:
     

    _________________
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    Spoiler:
     


    Última edição por Murilo em 28/12/11, 04:16 pm, editado 1 vez(es)
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    Murilo
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    MensagemAssunto: Re: Encontro de Rainhas (PG-13)   28/12/11, 04:13 pm

    Capítulo 1

    O reino sangrava como nunca. Quando a Guerra dos Cinco Reis estava acabada, Cersei pensou que talvez não precisasse mais lidar com tudo aquilo. Veriam quais foram os estragos de todas as batalhas, contariam os mortos, e então descansariam de todo aquele tempo de sangue e morte. Como fui inocente, repetiu para si mesma. Sabia que uma guerra, mesmo oficialmente terminada, teria consequências fatais. As terras do rio estavam devastadas, os conflitos no Norte não iriam acabar tão cedo, novas alianças tinham sido feitas e a situação da corte era tensa, tudo girando em volta do Trono de Ferro. A Rainha Regente não se preocupava com nada daquilo. Apenas queria proteger Porto Real, e o trono que pertencia a seu filho por direito. Não se importava com o que os septões diziam em nome de seus deuses; Tommen era seu filho com Jaime, o único homem que amara na vida e o único que deveria se sentar naquela maldita cadeira depois da morte de seu querido Joff.
    Mas, antes disso, teria de lidar com o conselho e os Tyrell. Odeio a todos, era seu único pensamento. Todos impediam que vivesse feliz com seu reinado e o poder que havia acumulado durante todos aqueles anos. Ninguém tirará isso de mim, era a certeza que lhe ecoava na mente. Eddard Stark havia tentado usurpar a coroa de Joffrey. Os irmãos de Robert, Stannis e Renly, também. E sempre houve obstáculos. O pai, o tio, o irmão... E o marido. Deu-se por si pensando em todos eles. Lorde Tywin estava morto. Tyrion havia fugido, com sua sorte que irritava Cersei. Sempre desejei que ele morresse, e os deuses nunca me deram esse alívio, pensou. Catelyn Stark e Lysa Arryn falharam em livrá-la do Duende. A batalha contra Robb Stark também. Quando achou que Sor Mandon Moore iria fazer o serviço direito, o desgraçado lhe escapa graças ao escudeiro. E quando estava prestes a cortar sua cabeça pelo crime infame que cometeu contra o próprio sangue, a Aranha lhe ajudou a fugir. Se Lorde Varys pudesse gerar descendentes, amaldiçoaria todas as suas futuras gerações.
    No entanto, nem mesmo o Duende poderia ameaça-la. Era uma Lannister de Rochedo Casterly, e o nome de sua família nunca fora subestimado no reino. Não os chamavam de leões à toa. Nem mesmo todas essas histórias sobre dragões e fogo, nem mesmo as mensagens do Norte sobre mortos caminhando irão me desafiar!, esbravejou uma voz em sua consciência. Cersei sabia que os Lannister não seriam derrubados enquanto vivesse. Jaime não conseguiria salvar o nome de sua família. Era impulsivo e pouco inteligente. Mas ela sabia como ser estratégica para lidar com todas as mudanças. Nos últimos tempos, homens de sensatez perdida diziam que os mortos se levantavam no Norte, e criaturas sombrias traziam ventos frios terríveis, derrubando os soldados com espadas tão gélidas quanto o hálito da morte. O inverno já havia chegado a Porto Real, mas com ele não vinham espíritos malignos. Limitava-se a rir dessas histórias.
    Tanto quanto ria daquelas palavras, lhe soavam engraçados os relatos sobre escravos sendo libertados por dragões no Leste, e a maneira como os homens contavam sobre os feitos da herdeira do sangue de Aegon, Daenerys Filha da Tormenta da Casa Targaryen, que vinha reclamar de volta para si o trono do antigo pai. Não será a última remanescente de uma dinastia derrubada que me atingirá, pensou. Ela é apenas uma adversária comum e eu já enfrentei medos piores. Precisava proteger seus filhos do perigo da profecia que lhe atormentava desde a infância. Tommen não passava de uma criança com o reino todo nas costas. A única tarefa de rei que lhe agradava era selar muitas cartas e documentos com seus carimbos. Naquela manhã, quando a audiência com o conselho acabou, seu filho ficou triste por não poder mais usar carimbos. Mas Cersei não perderia seu tempo lamentando a inocência do pequeno filho. Deu-se conta de que havia ficado muito tempo sentada divagando em sua cadeira de Rainha Regente.
    Oh, deuses, estou prestes a enlouquecer. Quando se preparou para levantar, porém, terríveis barulhos e gritos da multidão na cidade do lado de fora lhe chamaram a atenção. Estranhamente, se assustou com aquilo. Não posso me assustar, pensou. Estaria sendo estúpida se sentisse medo por um simples alvoroço no povo. Quando deixou a Sala do Trono em direção ao pátio externo, a primeira coisa que viu foi a fumaça cobrindo a céu. Atrás dela, imensas sombras voavam por cima de aldeões desesperados. Não poderia imaginar o que seriam aquelas silhuetas, e que tipo de pantomina imbecil envolveria todo aquele espetáculo dramático. Calculou que a fumaça vinha da Baixada das Pulgas. Se aproximou de onde vinha o cheiro de queimado, e uma das mulheres da corte esbarrou nela com um empurrão, seguida de várias outras pessoas. Um plebeu sujo e maltrapilho, que ela não sabia como havia conseguido correr até ali, agarrou seu vestido desesperadamente e a alertou:
    - Senhora rainha, senhora rainha! – chorava enlouquecido. Cersei libertou-se de sua mão bruscamente. – Eles chegaram... os monstros...
    Era difícil compreender um aldeão assustado.
    - Quem? Quem chegou? – perguntou, impaciente.
    - Os dragões, minha rainha – respondeu o homem em lágrimas. – Os dragões.
    ...
    Do lado de fora da cidade, montada na carapaça dura de Drogon, Dany conseguia ver toda Porto Real de cima. Estava maravilhada por finalmente conquistar aquilo que era seu por direito. Depois de perder Viserys, meu sol e estrelas e meu querido filho no ventre, era o mínimo que os deuses poderiam me dar, concluiu. Mas ainda não sabia que tipos de perigo encontraria naquela cidade. No entanto, não temia nada nem ninguém. Sobrevivi à fogueira que queimou a maegi. Atravessei o deserto vermelho com o restante do khalasar de Drogo, enfrentei pessoas gananciosas, conquistei cidades, lutei contra mercenários, escravos me chamaram de mãe. E permaneci em Meeren para aprender a ser uma rainha. Nada mais deve me trazer medo agora. Sou Daenerys Targaryen, Filha da Tormenta, a Não Queimada e Mãe de Dragões. Seu antepassado Aegon, o Conquistador, não sentiu medo quando enfrentou a ira dos grandes reis e unificou os Sete Reinos em um só.
    Olhou para as pessoas que fugiam desesperadas, sem entenderem o que estava acontecendo. Posso não estar assustada, mas estou assustando a eles, pensou, com um peso na consciência. Dany podia ter acumulado todos aqueles feitos, mas não sabia como era se sentir um animal indefeso quando imensas bestas de repente sobrevoassem sua cabeça. Não queria atingir nenhum aldeão, mas Drogon já queimara alguns. E não tinha mais visto Viserion e Rhaegal desde que contornou a Baixada das Pulgas e eles se desviaram do seu caminho. Dany também não queria destruir tudo. Iria precisar arrumar a cidade depois, e isso era desnecessário, já que a única defesa de Porto Real eram os homens de manto dourado que corriam abaixo como formigas quando seu formigueiro é pisado. Deveria queimar a única construção que a ameaçava: a imensa Fortaleza Vermelha, na Colina de Aegon, das histórias de Viserys. Mas era difícil controlar o fogo de Drogon.
    O imenso dragão negro se agitou terrivelmente quando Dany chegou a Porto Real, depois de muitos dias de viagem. Ambos já estavam cansados por não poderem descansar durante o percurso pelo Mar Estreito. Devemos agradecer aos deuses pelo mar ser estreito, pensou Dany, divertindo-se com a ideia. Seu exército de Imaculados, juntamente de todos aqueles que se juntaram à sua causa, navegavam abaixo deles e já estavam chegando ao porto. Viserion e Rhaegal iam livres, sem ninguém para montá-los e dominá-los. A sela parecia irritar profundamente Drogon. Talvez eu não seja tão boa em domar dragões quanto Aegon, pensou. E imaginou se realmente conseguiria recuperar o trono. Talvez eu não seja como ele, e meu destino não queira me tornar uma rainha. Arstan Barba-Branca, que havia se revelado o lendário Sor Barristan Selmy, advertira-a quanto à natureza ardilosa da família da Rainha Cersei, os Lannister.
    Dany odiava-os, assim como odiava os Stark e os descendentes do Usurpador. Nutria uma profunda raiva por todos aqueles que derrubaram a família de seu pai. Poderia perdoá-los num ato de extrema misericórdia, e sabia que conseguiria se necessitasse de seu apoio na guerra, mas nunca seria amiga deles. Embora reconhecesse que o pai, com sua loucura, e o irmão Rhaegar, com seu amor, também tivessem uma parcela de culpa. Pretendia não cometer os mesmos erros. Queria ser uma rainha que trouxesse orgulho ao nome de sua Casa, ao sangue de Valyria que corria por suas veias, a todos aqueles que ergueram os estandartes em sua causa, e principalmente... aos seus súditos. As dádivas mais importantes deveriam ser do povo que a seguia. Dos dothrakis, dos povos das cidades da Baía dos Escravos, e agora, do povo de Westeros. Dany queria que pronunciassem seu nome com empolgação e orgulho. Queria que gritassem pelos dragões novamente.
    Quando se afastou da plebe e chegou a uma rua onde todas as pessoas se concentravam, contemplou e sobrevoou a enorme Fortaleza Vermelha, com a Fortaleza Vermelha no centro. Era tão imponente e majestosa quanto seu irmão a fazia parecer. Em breve a terei para mim, pensou. Como haviam levantado a ponte que ligava o castelo externo ao castelo central, precisou aterrissar Drogon no pátio largo que cercava os aposentos e torres. A Sala do Trono ficava no “castelo dentro do castelo”, pelo menos era o que Dany achava. Logo avistou novamente Rhaegal e Viserion convergindo em direção a ela. Em uma das torres, pôde ouvir um grito desesperado de mulher. Quando homens de manto vermelho vieram até ela, correram imediatamente ao verem aos dragões. Dany foi até a ponte e a baixou. Depois abriu os portões para os seus companheiros, que já deviam ter percorrido a cidade. Viu que Barristan surgia junto dos Imaculados, e ele também os acompanhava... Seu mais novo aliado, e que também desejava a ruína da rainha. Mas ela decidiu entrar sozinha na Sala do Trono. E então o encontro tão esperado aconteceu.
    ...

    Capítulo 2
    Ao descer as escadas da torre, Cersei chegou à Sala do Trono novamente e se deparou com um vulto feminino que a adentrava. Ao se aproximar da luz, a moça revelou uma beleza exótica. Seus cabelos eram prateados, e os olhos, púrpura. Suas curvas eram ressaltadas num manto colorido de tecido do Leste. Olhava Cersei com seriedade e determinação, além de uma certa arrogância. A rainha não acreditou que fosse quem achava ser. Isso é absurdo, pensou. Ela está do outro lado do mar. Mas quem mais poderia ter olhos e cabelos daquela cor? Eram características puras dos Targaryen, resultado de suas práticas incestuosas. A moça a encarou e se aproximou do trono, suas joias preciosas se iluminando com a luz do salão. Somente nesse momento Cersei reparou que ostentava uma coroa. Era realmente ela, a herdeira dos Targaryen, que estava ali. Uma ponta de medo surgiu em sua alma, mas Cersei não poderia tremer e fraquejar diante de uma menina. As histórias sobre seus dragões não poderiam ser verdadeiras. Não passavam de relatos toscos do povo. Mesmo assim, se voltou para Tommen, porque a mulher portava uma espada e poderia machucá-la se quisesse. Não a temo de forma alguma, armada ou não.
    - Meu filho! – gritou para Tommen. – Afaste-se daí e suba para o seu quarto, imediatamente! Não saia de lá.
    O menino desceu do trono e entrou pelo corredor que levava à escada.
    Daenerys se aproximava a passos lentos, de cabeça erguida e firme. Estava decidida a enfrentar aquela mulher com todas as armas que tivesse. Antes tentaria conversar com Cersei e, se algum lampejo de culpa a atingisse poderia até mesmo perdoá-la. Mas caso contrário, seus três filhos esperavam por um comando do lado de fora. Não sentiria piedade ou remorso daquela mulher, nem de ninguém que não quisesse se curvar a ela. Foi assim com Aegon, seria assim com Dany. Não desejava ser diferente dele, mas sim melhor que ele. Se existissem deuses, era isso que reservavam a ela. Tinha de manter essa ideia viva em sua mente, do contrário sucumbiria. Tenho de superar Aegon, e causar um transtorno nunca antes visto nesse reino, para recuperar o que é meu, pensou. Ao chegar perto da Rainha Cersei Lannister, que a encarava de forma calma sentada em sua cadeira, Daenerys manteve o olhar fixo em sua face decidida e feroz de leoa.
    - Você acha que conseguirá roubá-lo do meu filho? – perguntou a rainha. – É dele por direito!
    Dany apenas a encarou, resoluta e determinada a levar aquilo até o fim. Ela não pode me vencer, não depois de tudo que passei para construir esse reinado, pensou Cersei, percebendo que estava começando a ficar nervosa.
    - É meu por direito – respondeu com a voz de uma verdadeira conquistadora. – E irei toma-lo de você. Minha pretensão é destrona-la e retirar de sua família tudo aquilo que pertence a ela. A força de seu nome será banida dos Sete Reinos de Westeros, e você será apenas conhecida como uma rainha sem poder. Mas irei poupar sua vida, se jurar me servir para sempre. E nem devia fazê-lo, já que é filha do homem que ordenou o massacre da família de meu irmão – Dany se lembrava da horrenda história sendo proferida da boca de Magíster Illyrio em Pentos. Será que estou fazendo o certo com essa mulher?, se perguntou. – Mas, como sou misericordiosa, posso poupá-la – seu rosto se converteu em um sorriso que tirou toda a paciência de Cersei.
    - Filha do Rei Louco, você é indigna da minha pena! – praguejou ela, se levantando da cadeira e apontando um dedo magro na direção do peito de Daenerys. – Me oferece todas essas propostas, e mesmo assim quer me poupar? Não tem coragem de me matar? Realmente, você desonra seus ancestrais – Dany tentou manter o controle. – Que tipo de armas você possui, garotinha insolente?
    O sorriso desapareceu do rosto dela. Cersei deu-se por satisfeita em sua tentativa de intimidá-la. Sou realmente uma leoa, constatou, com uma incrível sensação interior.
    - Meu argumento legítimo – respondeu ela. – Ao contrário de você.
    Cersei não pôde se controlar. Olhou para aquela menina imbecil, vestida em trajes coloridos de pantomina, e se desatou a rir. Uma profunda gargalhada se estendeu pela Sala do Trono, e Dany se limitou a olhar para ela sem mover os lábios. Ela devia rir comigo, pensou Cersei. Por que essa garota não tem senso de humor? É a única coisa que lhe resta. Não conseguia imaginar como alguém era capaz de desafiá-la daquele modo sem possuir nada. No entanto, a fumaça, as sombras imensas, e as palavras do aldeão desesperado ainda lhe deixavam desconfiada... Não, não posso acreditar nisso tudo, continuou se negando. Aí estarei definitivamente louca. Porém, não conseguia encontrar outra explicação. Poderia ser apenas uma revolta popular, como aquela que ocorrera durante a partida de Myrcella. Mas as sombras no céu e as palavras do homem que agarrou seu vestido continuavam perturbando Cersei. Haveria alguma veracidade naqueles relatos?
    - Nunca pensei que os Targaryen pudessem ser tão imbecis como você – cuspiu Cersei. A garota observava tudo ao redor com uma calma surpreendente para alguém que logo enfrentaria as masmorras de Maegor e morreria decapitada. – Guardo um fim especial para Daenerys Targaryen.
    Retirando os olhos das paredes da sala, Daenerys a olhou novamente. O roxo de seus olhos cintilou enquanto o vento movimentava seu vestido.
    - Pelo contrário, Vossa Graça – ironizou ela, mostrando os dentes brancos num novo sorriso. – Eu tenho um destino especialmente guardado a você, que não quis aceitar minhas condições – assobiou. – Verme Cinzento, traga seus Imaculados.
    Cersei não entendeu. O que a louca está fazendo agora?
    Pela entrada da sala, uma tropa imensa de soldados surgiu, comandados por um homem forte e imponente. Seu líder se aproximou de Cersei e lhe deu um olhar de reprovação e desprezo. Então, ela possui uma força, pensou. Mas não me importa. Eu posso vencê-la. Fraquejou novamente quando viu que traziam um homem acorrentado, de longos cabelos dourados idênticos ao seu. Jaime, pensou Cersei. Eles capturaram Jaime. O Imaculado ao seu lado levava a espada do irmão, e um corte sangrando enfeitava o canto de sua boca. Havia levado um soco. Cersei não conseguiu conceber a ideia de que seu irmão, o temido Jaime Lannister, tinha sido vencido por aqueles homens. Mas teve de admitir que eles eram vários, enquanto o impulsivo Jaime era apenas um.
    - Capturamos este Regicida no meio da multidão, vendo o que estava ocorrendo na cidade – disse Verme Cinzento. – Foi difícil rendê-lo, mas conseguimos cercá-lo com a tropa. Pegamos sua espada.
    Cersei não conseguiu acreditar que ele tivesse feito aquela besteira.
    - Que tipo de loucura o atingiu, Jaime? – perguntou ela. – Patrulhar a cidade sozinho? – cuspiu em afronta. – Merece todos os meus insultos.
    Mas o irmão nada lhe disse. Cersei notou outra figura que acompanhava os Imaculados, e não pôde acreditar que aquele velho maldito estava vivo. Sor Barristan Selmy surgiu do meio da tropa e a encarou furiosamente nos olhos. Então, conseguiu escapar. Lembrou-se do dia em que o mandou embora. O velho arrancou sua armadura e mandou Joffrey derreter sua espada. Depois, simplesmente fugiu e matou os homens que eu mandei para captura-lo, relembrou. Mindinho havia debochado do “cavaleiro nu”.
    - O que houve com os homens de manto dourado? – perguntou Dany, novamente séria.
    - Matamos todos, Vossa Graça – respondeu Verme Cinzento. Cersei teve medo dela pela primeira vez. Era realmente perigosa e estava disposta a levar aquela contenda até o fim. – E o que faremos com essa... traidora? – perguntou ele. Pela voz, Cersei julgou que fosse um eunuco. Mas, ao contrário de Varys, era um eunuco guerreiro, e não espião. O que o tornava mais perigoso. Já tinha ouvido falar de escravos eunucos treinados para não sentir dor nas cidades da Baía dos Escravos.
    - Eu estava pensando em toma-la como uma de minhas aias, para me ensinar nas artes do prazer – respondeu Dany, rindo. – Mas não será necessário. Já tenho Irri e Jhiqui. Por isso, Cersei, decido que você não será poupada.
    Num acesso de loucura, Cersei se jogou à frente dos Imaculados.
    - Podem me matar! – exclamou. – Vamos, acabem logo com isso!
    - Não antes de você conhecer meus três lindos filhos, Cersei – Dany falava bem próxima ao rosto dela, e a Rainha Regente podia sentir seu hálito. – Drogon, Viserion, Rhaegal – chamou, e as três enormes bestas adentraram, uma a uma, a Sala do Trono. Espero que isso finalmente a intimide, pensou Dany.
    Algo se apertou na garganta de Cersei, e não conseguia acreditar no que via. Naquele momento, teve de admitir, sua coragem se esvaiu. Então, as histórias eram verdadeiras! A garota realmente trazia com ela o fogo dos antigos dragões dos Targaryen. Devia ter me curvado a ela, devia tê-la temido, constatou, suando frio. Lágrimas escorreram por seus olhos quando pensou no destino de Tommen. Talvez ela seja misericordiosa com uma pobre criança, pensou, esperançosa. Talvez não o mate. Mas sabia que não a pouparia. Logo lembrou-se da profecia da maegi. “Tudo o que você construir será destruído por uma rainha mais jovem e mais bela”. Julgara errado. Achava que seria Margaery. Mas era Daenerys da Casa Targaryen, a filha remanescente da dinastia derrubada por Robert. Uma risada nervosa surgiu em seu rosto. Isso era bastante irônico. Lutou contra tudo e todos para colocar sua família no poder, e ainda sofria dificuldades com perigos reais e visíveis. Mas, apesar de tudo isso, sua luta seria em vão, e a causa de sua destruição seria a herdeira de uma família praticamente extinta, que Cersei julgava que nunca lhe traria perigos. E os dragões das histórias toscas do povo estavam ali, na sua frente, preparando-se para devorá-la.
    - Por favor, poupe minha vida! – viu-se implorar desesperadamente, como última chance. – Eu lhe imploro, Daenerys! – Cersei começou a chorar diante da imagem dos dragões e sentiu uma extrema vergonha. Estava acabada e humilhada. Todo seu reinado havia sido uma ilusão.
    Daenerys produzia uma sombra sinistra no centro da sala, cercada por seus Imaculados e por seus monstros. O sorriso maléfico em seu rosto fazia com que se parecesse com seu pai, Aerys, segundo o que os homens contavam no reino. Não seria mais justa que Aerys. Sua estúpida, não adiantou de nada se humilhar para ela, disse a si mesma, lamentando todo aquele infortúnio repentino. Cersei a encarou pela última vez, tentando manter resquícios de orgulho. Não conseguiu e acabou se ajoelhando, agarrando os louros cabelos com força. Arranhou o rosto em angústia.
    - Antes de matá-la, irei deixá-la ver alguém – disse Daenerys. – Tyrion, venha até aqui.
    Nada ali fazia sentido. Cersei não sabia mais em que acreditar. Tyrion? Não pode ser, pensou. Não pode ser, não pode ser... Ele já devia ter morrido como uma prostituta em Lys, não devia estar aqui... Maldito Duende, por que sempre escapa da morte? O que ele faz, aliado aos dragões? Se pretende me intimidar, acabou falhando... Seus pensamentos sumiram quando o Duende surgiu de trás de um dos Imaculados, o pequeno arrogante de sempre, vestindo roupas típicas das Cidades Livres. Cersei sempre odiou aquela criaturinha retorcida, deformada e infame. Não acreditava que seu pai e sua falecida mãe pudessem gerar tal monstro. Sempre com sua esperteza conveniente, os modos fáceis, os trejeitos destinados a provoca-la. Pelo menos ainda exibe a cicatriz no rosto, e a carregará para sempre, pensou Cersei. O irmão mais novo se aproximou dela com uma reverência, depois se pôs a rir.
    - Você acha que eu morreria sem antes lhe dar um último beijo, querida irmã? – perguntou, como se lesse seus pensamentos. O sorriso em sua face era grotesco. Apesar dos dragões estarem logo atrás dele, Cersei só conseguia olhar para sua pequena figura.
    - Então você se aliou aos dragões? – respondeu com outra pergunta, ignorando seu comentário provocativo.
    - Eu sou aliado de qualquer um que queira vê-la morta – respondeu sarcasticamente. Seu senso de humor era sempre uma característica que se destacava, assim como as pernas tortas e a cara esborrachada. – E espero que Daenerys não sinta pena por você.
    Não sentirei.
    Cersei nada respondeu. Apenas observou o cenário ao redor. O palco de sua destruição seria a própria Sala do Trono, e morreria com aquele Duende a observá-la, regozijando-se por ter escapado da morte e ela não. Jaime também a veria, e Cersei não sabe mais se sentiria tristeza ou felicidade. Não sei de mais nada, concluiu. Até o dia anterior, era uma rainha poderosa, e de repente se transformou em uma moça indefesa, de liberdade cerceada por três dragões e prestes a morrer. Desejou ao menos salvar Tommen, mas não poderia falar com o garoto. Olhou para Jaime, com sua expressão raivosa e o corte no rosto. Ele nada fazia para tentar se libertar. Mesmo algemado, ele era Jaime Lannister, um dos maiores guerreiros que o reino já conhecera. Poderia tentar se soltar de alguma maneira. Maldito, pensou Cersei ao vê-lo encará-la com frieza. Ele quer me ver morta, assim como Tyrion.
    - Você não vai fazer nada, Jaime? – perguntou quando Daenerys e o Duende se aproximaram dela com as três bestas dos sete infernos. – Vai me ver morrer assim?
    - Não posso, querida irmã – cuspiu sangue. – Caso não tenha percebido, eles me imobilizaram. E mesmo se estivesse solto, não faria nada. O preço a se pagar pela ingratidão é a indiferença.
    Cersei não pôde aguentar aquilo. Depois de tudo o que fiz, ele vai me abandonar?
    - O que está dizendo, seu maldito?
    - Eu deveria matá-lo também – Dany a interrompeu. – Ele é o Regicida, o homem que matou meu pai. Se eu o perdoar, devo perdoá-la também, e assim me tornarei benevolente demais. – A ideia a deixava nauseada.
    - Eu gostaria que você o poupasse disso, minha rainha – Tyrion interviu. – Ele poderá lhe servir como escravo.
    O Duende também não quer vê-lo morto, constatou Cersei.
    - Vou pensar em sua decisão, Tyrion – respondeu ela. – Mas antes, levem-no para fora, e os Imaculados também – ordenou. – Eles já assustaram nossa rainha o suficiente.
    Cersei soube que aquela seria sua hora. Pensou em implorar novamente, mas as palavras não saiam mais de sua boca. Sentiu como se sua alma congelasse ali mesmo. Talvez seus dragões me derretam, pensou sarcástica. Ao ver que Dany não teria piedade dela, resolveu apenas ajoelhar, em lágrimas, e aguardar sua sentença.
    - Você, Cersei, da Casa Lannister – começou ela -, casou-se com o homem que destronou meu pai e matou meu irmão – seu ódio se intensificou no momento em que pronunciou aquelas palavras. - Robert Baratheon, o Usurpador, era seu marido. E Tywin Lannister, o homem que encomendou o assassínio da esposa e dos filhos de Rhaegar, seu pai. Seu irmão, Jaime Lannister, foi o homem que matou meu pai num ato de traição e regicídio. O único membro de sua Casa que pode me apoiar é Tyrion, o Duende, que jurou a mim que deseja vê-la morta. – Aparentemente, o discurso estava concluído.
    O dia já estava chegando ao fim, e não se ouvia mais o som dos aldeões lá fora. A noite sombria já penetrava nas janelas da Fortaleza Vermelha.
    Drogon – chamou Dany.
    O imenso dragão negro se aproximou dela, com os dentes estalando como um chicote e a longa cauda escura como a noite tocando seu rosto. Lembrou-se das histórias terríveis sobre Balerion, o Terror Negro, o dragão de Aegon Targaryen. Será que ela pretende fazer comigo o mesmo que ele fez com Harren, o Negro, em seu castelo de pedra?, se perguntou.
    - Viserion – chamou ela novamente.
    O dragão cor de creme era o menor, mas ainda assim, ocupava uma grande extensão da Sala do Trono, e os espinhos em suas costas alcançavam o teto enquanto seus olhos se aproximavam do rosto de Cersei. Seu focinho roçou o rosto dela enquanto uma fumaça se elevava das narinas. A Rainha Regente sentiu-se mais uma vez julgada.
    - Rhaegal – chamou o último dragão.
    O verde era intermediário, e sua cor era a que mais chamava a atenção de Cersei. Quando chegou perto dela, cercou-a como um predador faz com sua presa, enrolando-se nela como uma serpente. A rainha sentiu sua pele fria de lagarto encostando no pescoço. Um calafrio se estendeu por seu corpo, e teve vontade de vomitar.
    - Dracarys – foi dada a sentença. O toque da palavra em seu ouvido foi como uma faca fria cortando sua pele.
    Os três dragões se ajuntaram em volta de Cersei, envolvendo-a como um manto terrível de cores macabras. Todos abriram suas bocas e soltaram terríveis labaredas em volta dela. Quando o fogo de Drogon a tocou, teve vontade de chorar, mas nem mesmo aquela dor a faria fraquejar naquele momento. Os outros dois então se aproximaram e as Cersei se viu num turbilhão agonizante de chamas, com os farrapos de seu vestido aos poucos sendo jogados no ar. Houve um momento em que Cersei viu apenas vultos das três feras ao seu redor, enquanto sua pele se desmanchava em meio aos seus gritos de dor. Pôde reparar que não havia quase ninguém ali. Apenas a nova rainha, seus dois irmãos e Barristan Selmy. Tyrion a observava com o rosto transbordando satisfação e um certo deleite em sua face horrenda. Finalmente conseguiu seu objetivo, Duende, pensou, mas logo seu raciocínio se perdeu em trevas. A luz tornou a silhueta do anão sinistra, mas os olhos de Cersei aos poucos se fecharam entre gemidos de desespero. Sentiu as paredes de pedra derretendo, como fora com o castelo de Harrenhal.
    Perdi tudo, percebeu, recordando-se da profecia. Todo meu reinado se foi perante uma adversária mais forte e mais bela, bem como aquela maegi disse... Não deveria ter duvidado dela, eu devia ter me rendido a Daenerys da Casa Targaryen... Sempre me achei uma grande rainha, mas na verdade não sou nada... Onde estão meus dragões? Onde está todo o meu poder perante o fogo? As perguntas a atormentavam, e como resposta recebia apenas pontadas terríveis enquanto o fogo tocava o que restou de sua pele. Lembrou-se de então dos filhos, mas suas imagens eram distorcidas. Oh, Tommen, Myrcella... E quanto a Jaime?, ainda pôde se perguntar. Jogada ao chão, não poderia mais ver Jaime, e desejou apenas que, apesar de tudo, o mantivessem vivo. Perdi todo o meu reinado... Eu, Cersei, nunca fui uma leoa... Que os deuses tenham piedade de mim, tudo se foi... Mas sua consciência se perdeu quando uma baforada quente de Drogon tocou seu rosto. Naquele momento, soube que ninguém mais a respeitaria. Apenas se lembrariam dela como uma rainha morta em um reinado de desgraça. E seus gritos jamais seriam ouvidos novamente na Fortaleza Vermelha.

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    MensagemAssunto: Re: Encontro de Rainhas (PG-13)   28/12/11, 05:39 pm

    Eu Aqui \o/


    aiai
    muito divo vc né

    o POV da cersei ficou super ela
    completamente irritante a lá Paola Bracho
    AHUAHUAHUAHUAH

    bem ela msm no 4º
    muito chata ¬¬

    kkkk


    e a Dany ooowwwnnn
    te disse né , ela guerreira ia ser super foda

    Citação :
    O preço a se pagar pela ingratidão é a indiferença.

    Jaime Fodão!!!!!!
    Adoro ele *.*

    e Tyrion conseguiu o que queria msm !!!

    os dragões lindos e bombando \o/

    Cersei teve o final que merecia \o/

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    MensagemAssunto: Re: Encontro de Rainhas (PG-13)   28/12/11, 08:25 pm

    Fiquei curiosa, mas vou terminar de ler Tormenta das Espadas antes de me aventurar a ler a fic. Semana que vem já devo ter terminado. Amo RA. *-*

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    MensagemAssunto: Re: Encontro de Rainhas (PG-13)   18/01/12, 08:20 pm

    Eu já era fã da cersei e fiquei mais fã ainda da sua cersei nessa fic UAHUSHAUSHAU
    Tadinha, ela se acha muito mesmo não sendo, ai xDD
    Mas nossa, murilo, foi foda, foda, foda mesmo!!
    Não sei nem o que comentar! O seu Tyrion tava perfeito demais e o Jaime cara, lindo, pega eu
    A sua daenerys nem achei ooc, na verdade, eu sempre achei que ela ia evoluir pra ser tornar mais ou menos como você a descreveu. Achei que ela tava até misericordiosa, falando para a cersei serví-la (e ui, me gustaria mucho ver isso)

    então, menino, virei sua fã já
    sério mesmo
    meus parabéns por essa fic linda
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    MensagemAssunto: Re: Encontro de Rainhas (PG-13)   18/01/12, 08:24 pm

    Muito obrigado. E que bom que gostou das alterações nas personalidades. Eu sempre tento manter a maior fidelidade possível, mas às vezes é necessário fazer uma mudança. Wink

    Aprovei muito seu comentário.

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    MensagemAssunto: Re: Encontro de Rainhas (PG-13)   Hoje à(s) 12:19 pm

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